Máfia do Apito
Recentemente o futebol brasileiro tem sofrido com polêmicas envolvendo a arbitragem. O dono da SAF (sociedade anônima do futebol) do Botafogo, John Textor, faz acusações graves contra a arbitragem brasileira, nos últimos jogos do Brasileirão o VAR (video assistant referee) e os árbitros tem errado bastante dando margem para reclamações de jogadores, dirigentes, técnicos e torcida.
Com base nisso, vamos relembrar um caso de manipulação envolvendo a arbitragem brasileira.
MÁFIA DO APITO
Em 2005, árbitros estavam manipulando resultados de partidas dos principais torneios no futebol brasileiro ajudando apostadores a lucrar com placares encomendados. O esquema alterou a classificação do campeonato após as remarcações das partidas que foram apitadas por Edilson Pereira de Carvalho.
O esquema foi revelado no dia 23 de Setembro de 2005, em uma reportagem da revista Veja. Edilson foi preso do dia seguinte junto com o empresário Nagib Fayad, mais conhecido como Gibão e apontado como o líder da Máfia do apito, que tinha também o árbitro Paulo José Danelon.
Segundo as investigações Edilson e Danelon recebiam cerca R$ 10 mil por partida manipulada.
O caso estourou no Brasileirão de 2005, fazendo com que 11 partidas do campeonato que foram apitadas por Edilson fossem anuladas e disputadas novamente. Com a remarcação das partidas o Corinthians foi beneficiado, pois havia perdido as partidas contra Santos e São Paulo. Conquistando uma vitória contra o Santos e um empate com o São Paulo, o Corinthians conquistou o título brasileiro daquele ano com 3 pontos à frente do Internacional (se os resultados anteriores tivessem sido mantidos o colorado teria conquistado o título).


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